Ministro de Minas e Energia fala em ‘não dar um minuto sequer de trégua à Enel’ em SP
Alexandre Silveira afirmou que, para o governo federal, a companhia presta um ‘mau serviço’.
Silveira admitiu a possibilidade de uma saída negociada, mas enfatizou a necessidade de melhorias no atendimento à população. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) decidiu instaurar um procedimento sobre a caducidade do contrato da Enel, que tem 30 dias para se manifestar. A empresa, por sua vez, defende que não há indicadores que comprovem descumprimento do contrato de concessão e se comprometeu a demonstrar que está cumprindo suas obrigações.
A decisão tomada pela diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) de instaurar um processo de caducidade da concessão da Enel São Paulo reacendeu uma discussão sobre as opções que estariam na mesa para o grupo de origem italiana evitar um vencimento antecipado do contrato. Uma hipótese anteriormente levantada pelo mercado é a de que um caminho provável para a companhia seria buscar um comprador para a concessionária. A alternativa foi citada na terça-feira, 7, pelo diretor-geral da Aneel, Sandoval Feitosa, logo após a reunião que decidiu pela abertura do processo para avaliar a recomendação do fim antecipado do contrato. Entre os nomes citados como potenciais compradores estão Copel, CPFL/State Grid, EDP, Energisa, Equatorial, Neoenergia/Iberdrola (que perdeu a disputa para a Enel quando a norte-americana AES resolveu vender a distribuidora, em 2019). Além disso, há a J&F, dos irmãos Batista, que têm feito muitas aquisições no setor elétrico nos últimos anos. Em alguns casos, com operações polêmicas e que ajudaram o governo a resolver imbróglios setoriais, caso da distribuidora Amazonas Energia e da Eletronuclear. A Enel, no entanto, vem negando essa possibilidade. Em fevereiro, o CEO do grupo, Flavio Cattaneo, disse que a companhia não estava interessada em vender a Enel São Paulo. Questionada novamente sobre o tema, a companhia fez referência a declarações anteriores de que não tem intenção de vender suas distribuidoras no País.
Fonte: Estadão
